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EXPECTATIVAS E ESPERANÇAS MISSIONÁRIAS

1.         Um catolicismo bíblico. Nós católicos sofremos um analfabetismo bíblico. Precisamos ter a Palavra de Deus na mão, no coração e pés na missão. A maioria de nós só tem contato com a Palavra na celebração eucarística. Nossas crianças sabem lidar com o computador, o celular, a televisão, mas não  sabem abrir a Bíblia.  É hora do primado da Palavra para que tenhamos um “coração bíblico”. Precisamos passar do catolicismo devocional e sacramentalizador, para um catolicismo bíblico. Assim, será fortalecida a profecia, o discipulado a missão, e principalmente o amor à Eucaristia. A Bíblia é a alma da missão.
2.         Uma Igreja da visitação. A missão da Igreja é sair de casa, da sacristia, da rotina e da acomodação e ir ao povo. Bater nas portas das casas. A Igreja cresce e se revigora com a visita aos lares, com a missão corpo a corpo. A visitação é um meio privilegiado para atrair os afastados e chegar aos telhados das casas. Com a visitação formam-se os grupos de reflexão e a Igreja está em estado permanente de missão. A visitação revitaliza a paróquia. É preciso a coragem e a ousadia da visitação. Os milagres acontecerão.
3.        Uma Igreja, grupo, rede de comunidades. Como somos tardos em nos convencer que os grupos bíblicos de reflexão são sabedoria, segredo e estratégia de evangelização. Os grupos atingem o povo, as casas, as ruas. Através deles acontece a catequese permanente, a missão semanal, o fortalecimento das pastorais, a vitalidade da paróquia, a facilitação do dízimo etc. No grupo são preparadas novas lideranças, os afastados se aproximam, e o ecumenismo é fomentado. Grupo significa, Igreja comunidade que reza, reflete, pratica a caridade e colabora com a transformação social. Grupo de reflexão é Igreja em estado permanente de missão.
4.    Uma Igreja forte na comunicação. Já damos grandes passos na comunicação. Mas, podemos ser mais audazes e criativos. Cuidemos de nossos microfones, nossos leitores, nossas homilias. Criemos laços com os comunicadores e com eles aprendamos como comunicar o evangelho. O que não é comunicado não existe. As torres das rádios, televisões e celulares são nossas catedrais. Usemos o telefone, o panfleto, o jornal, as cartas, emails, rádios e façamos com arte os cursos, homilias e avisos paroquiais. A Igreja é um extraordinário meio de evangelização. Daí a centralidade da Pastoral da Comunicação.
5.    Igreja e opinião pública. Nós católicos ainda não despertamos para a importância da evangelização com as massas, as multidões, as grandes concentrações. Sabemos que os grandes eventos criam opinião pública. Ali se manifesta a força do povo. Os políticos, os sindicalistas, os grevistas, as religiões pentecostais, os movimentos de parada gay, os governos sabem do poder das massas, das concentrações, das multidões. Nós, ainda não acordamos para esta alternativa evangelizadora, somos muito paroquialistas, envolvidos com nosso quintal. Isso não está errado, mas, é incompleto. Precisamos dos grupos pequenos e das grandes multidões. É assim que Jesus evangelizava.
6.    Presença pública da Igreja e ecumenismo. Eis a necessidade de diálogo, articulação e parceria com as instituições sociais e religiões. Há espaços que não ocupamos. Médicos, advogados, policiais, políticos, professores, universitários e tantos outros devem ser nossos interlocutores. Eis a importância da pastoral urbana e do diálogo com a cultura, a ciência e as religiões. Somos muito tímidos no ecumenismo que é uma das principais razões do Concilio Vat. II.
 Fonte - Pastoral Familiar CNBB
Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina/PR
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral
para a Vida e Família da CNBB

Nossos Santos

Os santos vivem o sonho de Deus a respeito de toda a humanidade. Fomos criados para ser santos, imaculados, irrepreensíveis no amor. Nos santos a graça é vitoriosa e o pecado é derrotado. Neles acontece a vivência do evangelho. Eles são o evangelho vivo. Santidade é seguimento de Jesus.
         Os santos não gostam de falar de si mesmos. Eles estão focados e envolvidos por Deus, pela graça. Colocam Deus e os irmãos em primeiro lugar. Todos os santos vivem o primeiro mandamento. Eles foram divinizados, purificados, transformados, santificados pela graça.
        O foco, o centro, o núcleo da vida dos santos é a experiência de Deus, a adoração, a mística e a fé inabalável. Eles nos arrastam para Deus. Tudo o que admiramos nos santos é fruto da graça divina, é vitória da fé. Nenhum santo atrai as pessoas para si, mas, para o amor de Deus.
Antes de tudo, os santos sentem-se pecadores e fazem penitências, sacrifícios, reparações pelos seus pecados. Eles não se colocam acima dos outros. Pelo contrário, os santos manifestam grande compreensão, misericórdia e bondade para com os pecadores. Eles abominam o pecado e abraçam o pecador.
Os santos são admiráveis no amor fraterno. Eles sabem perdoar, compreender, ajudar, promover e servir os outros. Os pobres, os pequenos, os sofredores, são seus prediletos. Amam o próximo de todo coração, com gestos concretos e em verdade. Eles vivem a fraternidade em profundidade.
Na verdade os santos movem o mundo. Eles fascinam os povos e nações porque fazem e realizam o que todos nós sonhamos e desejamos ser e fazer. Eles alcançam aquele ideal que nós gostaríamos de alcançar. Os santos são muito humanos, sua santificação e santidade os transformam em pessoas de bom coração, solidariedade, paciência, compaixão.
Nossa primeira atitude diante dos santos é aprender com eles a amar a Deus e o próximo, segui-los no caminho da fé, da conversão, do sacrifício e da verdadeira alegria. Antes de pedirmos sua proteção e ajuda, precisamos imitá-los e alcançar a nossa santificação. Como nós devemos ser? Os santos mostram o caminho e os meios.
Os santos comprovam que a oração, a Palavra de Deus, os sacramentos especialmente a Eucaristia, Maria e a cruz são grandes meios de santificação. Para eles as provações e as humilhações são graças, bênçãos e favores divinos. Fazem a experiência do seu nada,esvaziam-se de si mesmos e se tornam repletos da graça de Deus.
Os santos são exigentes consigo e compreensivos com os outros. São testemunhas de grandes sofrimentos e grandes alegrias. Eles têm os pés na terra, o coração nos irmãos e os olhos fitos no céu. O santo vive de esperança e confia na glória da vida eterna. O céu e a esperança na visão de Deus são o segredo de sua vida.
Possa os santos atrair-nos para Cristo Jesus, animar-nos no caminho do evangelho, ajudar-nos a servir os irmãos de todo coração.
Todos os santos e santas, rogai por nós. A maior tristeza que nos invade e a de não sermos santos, mas, nossa maior alegria e a santidade.
Os santos refletem a beleza de Deus e alcançam o ideal do verdadeiro humanismo. Quanto mais santo é alguém, tanto mais humano. Quem deseja ser melhor do que é e para isso se esforça, está no caminho da santidade. Ser santo não é ser perfeito, mas, lutar constantemente contra o mal e incansavelmente recomeçar. Os santos são rígidos consigo mesmos e contra o pecado, mas, profundamente misericordiosos com os pecadores. Tão próxima de nós está à santidade a tal ponto que o fogão, a vassoura, o bisturi, o trator, o volante são altares de santificação. Louvemos a Deus santo e amemos a Igreja santa cujo pecado nunca a destruirá. Quanta alegria na santidade.  
Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina


Missionários para a Vida

Caros amigos e amigas em Cristo Jesus

Estamos quase iniciando o mês dedicado as missões, o mês de outubro a Igreja no pede a refletirmos o nosso compromisso de batizados e batizadas na Trindade Santa e nesta ato de fé e esperança nos tornamos corresponsáveis na missão evangelizadora da Igreja que é levar a Boa Nova de Jesus a todos os povos e lugares deste mundo... ide e fazei discipulos... até os confins do mundo... e eu estarei convosco todos os dias...

Caminhemos com fé e coragem